sexta-feira, 27 de março de 2009

Capítulo 8 - A Batalha dos Quatro Pilares

A Batalha dos Quatro Pilares


- O que vocês, homens do sul, fazem por esta região? – indagou seriamente Marshelo.
- Ah, só viemos pra brincar um pouquinho – Sorriu Mari.
- Mari, você tem certeza que quer fazer 6 deles contra nós dois apenas? – perguntou Will, indeciso.
- CLARO QUE EU TENHO WILL! Olha pra eles, não passam nem perto de nos dar um arranhão...
Antes que Mariel pudesse virar novamente para sorrir na cara de Marshelo, este já estava à menos de 5 metros, suspenso ao ar e com as mãos na espada, indo rapidamente contra a menina, que também levou as mãos na sua grande espada e colocou-a em forma de defesa, para que o ataque de Marshelo não à atingisse. Uma onda de poder e estrondo se criou quando as duas espadas se chocaram, enquanto os brilhos azuis e prateados saíam da espada de Marshelo, lembrando um lobo que pairava sobre o ar, os raios negros de defesa que saiam da espada de Mariel, criavam um círculo de magia que à protegia cada vez mais.
- Olha, até que você é bom... – disse Mariel sorrindo enquanto bloqueava um forte ataque de Marshelo. – mas tem certeza que você agüenta o poder da minha espada? – a luta continuou. Dali, surgiram mais duas sombras ao céu, aquele mesmo grande martelo de Ursão, sendo levado ás alturas e caindo bruscamente na direção de Will, que desviou facilmente do ataque, parecia até dançar enquanto sacava suas tonfas do cinto, e sorria. Porém, nos seus passos para trás, não viu que a segunda sombra caiu logo atrás, esta já sacava duas flechas douradas do sacaflechas e engatilhava no arco, esperando o momento para atacar. As flechas eram muito rápidas, tão rápidas que daquele momento, Morgado até pensou em ter ganhado a batalha e já ia guardando seu arco, porém antes de virar as costas, ouviu bem próximo à ele.
- Não tão rápido... – Will segurava as duas flechas às mãos, e as quebrou com esta mesma. Não perdendo nenhuma oportunidade, deferiu um golpe fatal na coluna de morgado, isto o fez cair, e rolar para trás, e ao seu lado, aparecia Stênio.
- Morgado, você está bem? – Stênio levantava o amigo.
- Bom, - Morgado se levantava lentamente – creio que ele quebrou uma vértebra minha, mas não é nada de mais, posso me levant... aaaai! – levou à mão as costas, porém continuou à levantar - Posso me levantar, pode deixar.
- Isso já foi longe de mais. – disse Ursão levantando seu martelo ao alto e gritando – GRANDE MARTELO DO URSO! – Will desviou mais uma vez e deu um soco no martelo que estava ao chão, o impacto fez Ursão cair para trás. Ao mesmo tempo Stênio pulava ao ar e lançava bolas de fogo pequenas, com a intenção de tornar-las rápidas e atingir Will o quanto mais possível. Porém este era mais rápido, visualizava cada bola de fogo e conseguia escapar da maioria, fazendo com que algumas apenas pegassem de raspão.
- Você é forte, heim garota? – Marshelo forçava a espada contra a espada de Mariel, agora. E uma grande energia podia se sentir saindo daquela batalha.
- Você ainda não viu nada... – Sorriu Mariel, e desprendendo-se deferiu mais ataques. Neste momento, Arthur e Snider se aproximavam, porém Marshelo gritou, sem mesmo olhar para trás, sem mesmo escutar que os dois estavam chegando.
- FIQUEM LONGE! Esta é uma batalha para os quatro pilares, não quero interverções da companhia por aqui! – Marshelo se arrastou uns quatro metros para trás e levantou a espada ao alto. Recitando: - Primeiro Golpe, fúria do grande lobo, DESFERIR! – Uma lâmina azul agora se deslocava contra Mariel. A grande explosão desviou a atenção de todos que estavam em volta. O susto de Mariel foi grande, aquele seu colete camuflado que tinha por cima da roupa se partiu e agora estava ao pedaço ao chão, não só o colete, mas como muitas partes de seu corpo estavam raladas e cheias de sangue. Mariel parecia enfurecida, e levantou sua espada e começou a deferir ataques piores ainda.
Will que ainda estava parado, circulado pelos heróis, agora dizia:
- É melhor vocês saírem do lado dela agora... – aproveitando os inimigos estáticos, Will conseguiu deferir ataques contra Ursão e Stênio, deixando os dois ao chão, e Morgado que estava ao chão já machucado, só precisou levar uma porretada na cabeça. Foi então que Will, partiu de sua atual batalha, com facilidade, sem se esforçar tanto, para a batalha de Mariel e Marshelo. A espada de Mariel não chegava à tocar em Marshelo, mas o vento que saía da pressão da espada lhe causava incríveis cortes no rosto. Will, sem pensar o prendeu pelas costas para que Mariel pudesse atacar à vontade. Porém isto não adiantou, Marshelo escapou facilmente, mandando Will para longe dali, e dando uns passos para trás. Aproveitando a pausa da batalha, começou a dizer:
- Porque vocês estão fazendo isso? – indagou.
- Nos mandaram. – respondeu Mari.
- Quem mandou? – Marshelo arregalou os olhos como se quisesse mais respostas.
- Nosso mestre, aliás, porque eu estou te dando respostas? – Mari, partiu então para ataques mais pesados, Marshelo estava meio despreparado e caiu ao chão com a mão no ombro. Mariel então se preparava para dar o último ataque, levantou a espada e a abaixou com muita força, toda a fúria que tinha dentro de si, depositada em uma única lâmina.
Marshelo ao chão agora só observava a luz do Sol, esperando o ataque final. Porém a sombra da espada de Mariel foi travada, por uma imagem maior. Aquele homem de vestes douradas, com um falcão às costas, uma longa espada ao cinto e uma venda no braço, agora segurava a espada de Mariel com as mãos.
- Isto aqui já durou tempo demais... – Disse o homem, apenas jogando a adversária para bem longe, como se nada estivesse acontecendo. Estendendo a mão para Marshelo, que continuava ao chão, meio enlouquecido pelo calor do sol. O homem disse: - Velhos amigos, nunca se deixam na mão! Pegue meu braço e se levante, velho lobo! – disse Kung, sorrindo e esperando que Marshelo segurasse seu braço.

E aí, qual será a relação entre o Habilidoso Falcão e do Velho Lobo? E porque apenas para dois adversários, um juíz teve que aparecer?

[ continua ]

Próximo Capítulo - 4/04/08


Capítulo 6 - Sobreviventes (Re-Postagem)

Enquanto isso, no mesmo local, porém em áreas diferentes, seguiam Arthur e Snider por um caminho desértico, um lugar que não parecia ter saída, um lugar onde nem sabiam por onde começar sua busca, um grande horizonte com ondas de calor e apenas alguns pequenos coqueiros espalhados por minúsculos Oasis diferenciando o local.
- Você não acha que eles nos mandaram para o oeste para enfrentar esse calor desgraçado né? E eu ainda dentro dessa armadura. – disse Arthur enquanto se imaginava em uma bela praia, sem a armadura, com um grande copo refrescante de água ao lado. Antes que pudesse completar seu sonho Snider o interrompeu:
- Bom, eu não sei. Hoje em dia já não confio em mais ninguém dentro daquela organização. Como minha velha família dizia ‘Siga seus próprios inst...’ – a frase foi interrompida por um grande abalo na terra, e uma grande camada de areia na frente deles. Arthur sacou dois machados às costas, e Snider abriu suas vestes libertando vários pergaminhos à vista. – fique a posto. – disse Snider observando todos os lados daquela poeira, e Arthur um pouco mais atrás fazendo o mesmo.
Vindo de toda aquela calma e tranqüilidade que tomava conta do lugar, de dentro da poeira, mais ao lado de Arthur, apareceu um grande vulto segurando um martelo maior que seu próprio corpo, vestes brancas com detalhes dourados. Levou o martelo ao alto, descendo bruscamente contra Arthur, que posicionou os dois machados dourados para cima formando uma barreira em X. O ataque foi bloqueado, com muito esforço, porém o homem que segurava o grande machado começou à fazer mais força para levar Arthur ao chão, este que segurava cada vez mais bruscamente o ataque do inimigo, foi arrastando os pés ao chão fazendo uma trilha de mais ou menos 3m.
- Aguente firme Arthur – Snider, que agora iria para cima dos dois para defender o amigo, foi interrompido à pegar o primeiro pergaminho do bolso. Este começou a pegar fogo. Snider localizou, logo atrás dele, mais um homem, menor e mais magro, vestes vermelhas, com detalhes dourados e alaranjados, simbolizando a chama, possuía apenas uma manopla em formato de fogo, cabelos escuros e um sorriso marcante.
- Não é o único aqui com a capacidade de dominar a magia, homens do Sul. – disse o homem.
- Eeei, espere aí, ‘homens do sul’? Quem vocês pensam que nós somos? – indagou Snider.
Uma onda grande de ar acompanhou os movimentos do homem, que dominava em uma das mãos, um fogo ardente, e ia em direção à Snider, começou à atacar rapidamente com bolas de fogo, Snider se defendia ou desviava todas as vezes, deixando algumas escapar e queimar um pouco de suas vestes, o mesmo parou, e bateu o pé ao Chão, fazendo a areia se levantar e sobrepor o inimigo que agora criava uma bola de energia em sua volta, o que vez a areia cair toda ao seu lado, sem o sufocar ou provocar qualquer arranhão.
Do outro lado, Arthur e o outro homem atacavam-se mutuamente, mas nenhum até agora tinha recebido um brusco arranhão. Apenas pequenas lascas na armaduras ou corte no corpo. Arthur começou a criar vantagem na luta, fazendo o grande homem andar constantemente para trás, com passos leves, apenas bloqueando com seu grande martelo. Interrompendo a luta, a voz de um terceiro homem agora aparecia:
- Eu ordeno que cessem seus ataques imediatamente, Stênio e Ursão.
- Mas, você sabe que eles são homens do sul, e que devem ser destruídos.
- Se você reparasse bem, – continuou dizendo o homem, enquanto andava em direção ao local da batalha, podendo ser visualizado agora. Tinha uma grande espada às costas, parecida com a de Tooga, só que o seu cabo, tinha o formato de um lobo. Suas vestes eram cinzas com detalhes azuis, e muitas correntes lhe caracterizavam o corpo. – estes homens não são do sul. Eles não vestem panos sobre o corpo, nem escondem seus ataques. Além do que eles vieram do norte, e seu estilo de luta não se compara ao daqueles monstros propriamente ditos.
- Se é isto que você deseja, Marshelo. – disse o maior homem, que deveria ser Ursão, este foi para trás do homem que agora era chamado de Marshelo, logo atrás veio Stênio, os dois seguiram reto, além do horizonte.
- Bem, desculpem meus homens, o que pessoas normais como vocês fazem aqui?
Meio pasmados com a história, Snider iniciou a resposta.
- B... Bom, é meio estranho falar com um sobrevivente à mais nesse mundo, além de todas as caras que vimos naquela organização.
- Organização? Vocês são da S.M.R?
- Sim, você nos conhece? – espantou-se Arthur.
- Hunf... Aquele Koboud ainda serve aquela organização? – disse Marshelo, coçando a cabeça e fazendo uma cara de desprezo.
- Sim, sim, ele é um dos Juízes. – respondeu Arthur.
- Juíz? Era pra ser meu posto, aquele e muitas outras conquistas daquela organização! – Marshelo com uma expressão agitada, se espantou.
- Oquê? Nos conte mais! – entusiasmou-se Snider
- Teremos tempo, me sigam, nós temos uma base de sobreviventes aqui... Lá nos atualizaremos sobre tudo e todos. Venham... – Finalizou Marshelo enquanto dava passos em direção ao horizonte desconhecido.

[ continua ]

sábado, 21 de março de 2009

Capítulo 7 - Uma Pequena Cidade

Aaah cara, sem querer eu apaguei o capítulo 6 ><.
Depois eu posto ele aqui de novo, mas aí vai o sete, boa leitura.

Uma Pequena Cidade

O cenário não mudava muito, ainda havia a presença de um imenso deserto, com um horizonte infinito, onde se olhava para os lados e só via a poeira e as ondas de calor se destacando pela superfície. Porém, uma coisa se destacava, uma cidade completamente destruída, pouco havia sobrado, pequenas casas reconstruídas ou apenas completas por panos rasgados ou folhas de coqueiros, o pouco para se sobreviver.
- Bom, como podem ver... – começou Marshelo, depois de uma longa caminhada, virando-se para os dois viajantes, e dando as costas para a cidade, uma maneira de demonstrar cada detalhe que queria dizer. – essa é uma cidade bem abandonada. Não temos muitos recursos para sobreviver. Desde a destruição por aquele vírus, viemos buscando sobreviventes por toda uma extensão de no mínimo 5 km pelas redondezas. A única fonte de água que encontramos, fica bem longe, à oeste. E não conseguiríamos levar nossos 200 sobreviventes para lá de maneira alguma.
- Mas continue aquela sua história, o que te fez se afastar da organização. – indagou curiosamente Snider, com a intenção de descobrir algo para incriminar a tal.
- A única pessoa que eu podia servir lá era Vini e Kung, os únicos que eu devia respeito, à 5 anos atrás. Mas, eles começaram à recrutar homens para destruir, sem muitas vezes pensar nos sobreviventes. Nem ao mesmo criaram, com todos os recursos que têm, uma base de sustentação às mulheres e as crianças que sobreviveram ao ataque, que não passam de 5% do mundo. – respondeu convictamente Marshelo.
- Eu sempre te disse Arthur, a organização não é tudo aquilo que você admira. – se convenceu Snider.
- Ei, espera aí, você disse que sabe destes dados, do mundo inteiro? – Arthur disse ignorando Snider.
- Sim sim, aquela organização tem grandes equipamentos de pesquisa e recursos para realizar pesquisas em todo o mundo, sem exceções. Só que o egoísmo é muito grande, foi por isso mesmo que eu saí de lá, e vim para cá. – Marshelo virou-se agora para a cidade e deu um breve suspiro de orgulho, pelo líder que aparentava ser. – venham comigo, vou levar vocês para conhecerem a população da aldeia.
Eles caminhavam pelo local, apesar de ser destruído como todos os estabelecimentos pelo mundo, era um lugar estranho e sujo. Mas tinham pessoas muito alegres, e que se divertiam com pouco. Viam-se alguns ferreiros velhos, espalhados pelos cantos das vielas. Nada que chamasse a atenção, exceto ao meio da cidade, uma grande caixa negra, que parecia um salão.
- Bom, - começou Marshelo antes que perguntassem – esse lugar era uma base de treinamento e extremínio Alemão, à mais ou menos 85 anos atrás, na época da segunda guerra mundial, e de toda opressão Alemã sobre os Judeus. Aqui morreram muitos e muitos Judeus de bons corações – Marshelo continuou a frase com um tom heróico – Vivemos em volta desse templo por acreditar que todas essas almas protegem agente de um mal maior. Nos ajudam à levantar cada dia e ter um motivo para proteger toda essa população.
- E qual seria este motivo? – Indagou inocentemente Arthur.
- É realmente a vida. Muitos não conseguem dar valor ao que chamam de ‘vida’, mas eu prefiro chamar de oportunidade. Oportunidade para sermos felizes e fazermos aquilo que quisermos, dentro da normalidade. Muitos desprezam o valor da vida, cometendo erros, furtos, e muitas vezes assassinatos. Essa pessoa não sabe amar, essa pessoa, muitas vezes erra, mas a tarefa mais difícil, é pra quem está de fora, que é saber perdoar. E perdoando uma pessoa, você fica feliz, você descarrega o peso da maldade e ódio do seu coração. E é ficando feliz, que uma pessoa vive bem, é ficando feliz que uma pessoa faz os outros felizes. E se hoje eu sou feliz onde vivo, é porque faço todos os sobreviventes felizes, com o que eu tento fornecer para eles, para sobreviverem. Não digo completamente felizes, mas eles tem a oportunidade de VIVER! – depois do sermão, um silêncio tomou conta do lugar. O vento batia naquela capa rasgada que saia do topo das vestes de Marshelo, a sua grande espada ainda estava no mesmo lugar. Deu um pequeno sorriso esperando a resposta de algum dos dois viajantes.
- B... Bem, fico meio sem graça de continuar o assunto, mas como é que você defende esse povo todo? – perguntou Arthur.
- Bom, eu não defendo sozinho, somos em quatro! – sorriu Marshelo. Neste mesmo momento, de trás dele saíram os dois rapazes que os atacaram à algum tempo atrás. – O Pilar Sul, o grande martelo de Ursão. O Pilar Norte, a técnica das chamas de Stênio. O Pilar Oeste, fica com a sabedoria da minha espada anciã. E o pilar leste... Éhrm... não era pra ele aparecer agora? – indagou Marshelo olhando envergonhadamente para trás.
- É, parece que ele ta dormindo de novo. – respondeu Stênio, baixo.
- Bom, o pilar leste fica com...
- Ah, parece que eu cheguei meio atrasado – em meio à sala escura de onde vinha, surgiu um vulto, vestes amareladas, também uma capa rasgada, nas mãos carregava um arco, e nas costas um portaflechas (é, caiu o hífen entre vocais e consoantes) repleto de flechas douradas. Uma cara de sono completava a mão do rapaz que fora levada ao rosto dando um enorme bocejo. – E aí, como estão? – disse sorrindo, meio envergonhado.
- Bom, o Pilar leste fica com as flechas douradas de Morgado. – Antes que Marshelo pudesse voltar o rosto para os viajantes e dar um sorriso de conclusão. Ouviu-se um grande barulho vindo do salão negro no centro da cidade. Uma grande quantidade de fumaça saiu do teto, ouviam-se gritos e mulheres desesperadas correndo com suas crianças. Os quatro pilares correram para mais perto do salão, seguidos por Arthur e Snider.
Era, como visto de longe, um grande prédio negro, em volta um grande espaço onde aparentemente as pessoas ficavam e se divertiam, com poucos coqueiros espalhados aqui e ali. No topo daquele prédio, viam-se dois vultos. Um deles era uma mulher, com o cabelo preso em um rabo de cavalo. Uma jaqueta camuflada e uma blusa branca lhe vestiam a parte superior, e em baixo um pequeno shorts negro. As costas, uma espada de grande largura e altura, com um furo chegando à ponta. Ao lado dela, um garoto com um chapéu cata-ovo. Uma camiseta cinza coberta por porta-armas e duas Tonfas à cintura. Aos pés, no nível da panturrilha, carregava um par de pesos, talvez para dificultar a batalha. Os dois sorriam, não podiam ser muito vistos pois estavam contra o sol, não sendo muito iluminados.
- Nossa, quanta gente, porque não mandaram agente aqui antes Will? – perguntou a Menina, rodeando os olhos, com uma cara de tédio (ou autista).
- Eu realmente não sei Mari, eles sempre deixam agente por último mesmo... – respondeu o rapaz olhando com uma expressão cínica para baixo e visualizando os seis únicos homens que se posicionavam perto deles. – Mas vai ser divertido, do mesmo jeito.


[ continua ]

- Vini: Bom, mais pessoas aparecendo, mais laços e tramas, mais clima, tá começando a esquentar, esperem ansiosamente pelo Cap. 8! Porque ele vai literalmente ferver! :D


Próximo Capítulo -> 28/03/09

sábado, 7 de março de 2009


Bom, primeiramente queria explicar que esta não é uma postagem de capítulo, é uma postagem para esclarecimentos e curiosidades.

O que postaremos aqui, é o começo da árvore dos mortos-vivos que habitam o mundo da nossa história.

Como eles viraram mortos-vivos?
No começo da história, temos o primeiro capítulo como se fosse um conto do passado, onde um frasco de uma substância cai ao chão. Este vírus começa então à ser espalhado. Ao longo da história, teremos mais indícios, de quando, quem e como.

Como eles se contaminam?
Bom, o vírus pode ser espalhado pelo ar. Com um pequeno detalhe, a pessoa, ou animal que adquire este vírus tem uma certa porcentagem de sintomas do vírus em seu corpo. Esta varia de 100% (um indíviduo que não tem controle sobre si, não possui inteligencia, apenas com a vantagem da imortalidade) até 10% (indivíduos com essa porcentagem, adquirem a imortalidade, força e inteligência de um extra-humano. Este tem total controle sobre seu corpo e sua mente, podendo as vezes não lembrar de seu passado, e acabando com um instinto maligno.)

Isto é o suficiente para vocês entenderem a imagem que foi postada junto à este post.

Obrigado à todos, qualquer dúvida é só perguntar, o que estiver ao meu alcance e fora do alcance dos Spoilers eu respondo :x
Vini.

Capítulo 5 - Batalha Inesperada

- Não se mova Tooga. – disse ele ao amigo, muito concentrado. – não estamos sozinhos. - Ao mesmo tempo deu um salto grande, sacou a desert eagle e deu três tiros ao chão, do qual surgiram três criaturas não identificadas, mortas. j.B caiu ao chão e continuou – estes não andam sozinhos, são Leavens do Nv. A. Já encaramos coisas piores do que isso não é Tooga?
- Mas é claro, isso não vai ser nada – disse Tooga enquanto puxava a grande espada as costas e se opunha à j.B, esperando o ataque do inimigo, o qual não demorou. Em pouco tempo, estavam cercados de Leavens, que eram bichos quadrúpedes parecidos com Hienas, tinham as costelas aparecendo, e a boca podre. No meio de tiros e cortes de espadas, muitos corpos caíram ao chão. Aos poucos já não restavam mais. A luta se moveu um pouco, para perto de uma cachoeira. Era linda... Parecia um paraíso em meio á tanta solidão. A água cristalina e o som faziam o lugar parecer um templo, um refúgio no meio do nada para quem quisesse viver uns pouco momentos de paz.
- Olha j.B, uma cachoeira, deve ter uma nascente por perto. – disse Tooga.
- Vá buscar uma amostra de água, eu lido com os poucos que restaram – respondeu j.B sem tempo para parar e olhar aos olhos do companheiro. Tooga não demorou muito tempo e já estava de volta com um frasco médio de água ao bolso.
- Bom, pelo menos vamos voltar à empresa com um pouco de respeito não é? – disse Tooga.
- Espere, sinto mais uma presença – perceberam então que ao lado de onde a cachoeira caia, tinham duas pessoas de pé, com um sobretudo marrom, cobrindo a cabeça, não mostrando a face. – Ei, vocês estão precisando de ajuda, ou algo assim? – j.B perguntou com simplicidade, pois sabia que no mundo , não eram os únicos sobreviventes, e pela organização ser provida de recursos de sobrevivência, queriam servir quanto mais pessoas possível.
- Na verdade – respondeu o vulto mais alto, com o sobretudo. – são vocês que precisarão de ajuda.
j.B apenas sentiu um corte pequeno em seu rosto, sendo que um dos vultos não tinha nem se mexido direito, apenas levantado um pouco a mão em cima da bainha da espada. A primeira a tirar o capuz foi a menina, de porte baixo, uma japonesinha com olhos com Lápis negro, e bochecha rosada, carregava um sorriso cínico. O outro vulto, um homem, mais alto, tirou o capuz, era moreno, pele morena, também com Lápis nos olhos, e um sorriso cada vez mais cínico.
- Os boatos eram verdadeiros, Lucas – disse a menina – eles são bom mesmo, destruíram nosso exército em dois tempos.
- Você sabe Ana, eles não são bons o suficiente de estarem aos meus pés ... –
Antes que terminasse a frase com um sorriso, os punhos de j.B já estavam em sua face, arrastando-o até o chão. A menina já sacou duas Katanas do cinto, indo atacar j.B as costas, mas Tooga segurou as duas com sua espada.
- Não se passa tão facilmente pela força de um Leão – sussurrou Tooga aos ouvidos de Ana.
Com um golpe, Tooga jogou Ana para baixo, na queda da cachoeira. Pulou logo atrás da garota. Uma nuvem de poeira e água os encobriam, enquanto se atacavam furiosamente. Tooga levava vantagem, e não parava de desferir golpes cada vez mais ágeis. Mas Ana era mais ágil e desviava de todos, como se dançasse.
Enquanto isso, ao lado de j.B, Lucas sacou uma arma do bolso, e deu um chute que levou j.B ao chão. Mas, mais que depressa, esse pôs-se de pé colocou a Desert Eagle, que segurava em uma das mãos, novamente em seu cinto.
Puxou então uma das katanas, a menor. Não a tirou da bainha. Colocou-se me posição, enquanto Lucas apenas observava.
- Prometi não matar ninguém, não quero lhe matar... – disse João, mas antes que pudesse sorrir:
- Que pena que esta não foi minha promessa – sorriu cinicamente Lucas, este partiu em sua direção. Mais uma nuvem de poeira surgiu, só que quase não se viam os dois. Lucas apenas atacando e j.B defendendo. A força era tanta que surgiam crateras por onde os dois passavam.
Houve uma brecha. j.B poderia acabar com a luta. Abaixou-se e desferiu um golpe lateral em Lucas, jogando-o em um rochedo baixo a mais ou menos 30 metros.
j.B voltou a cachoeira e viu Tooga e Ana ainda lutando.
De repente, um soco violentíssimo acertou sua nuca, jogando-o onde Toga estava. Os dois colidiram e caíram ao chão, desarmados... Ficaram cercados por Lucas e Ana.
- É, meu bem, parece que esse Leão não foi tão difícil de derrubar. – Ana e Lucas levantaram o punho esquerdo ao mesmo tempo para dar um soco no rosto de cada um dos seus rivais. Um grande nível de poeira subiu neste mesmo tempo, formando uma espécie de ciclone acumulado. Enquanto a poeira abaixava, a cena esperada se finalizou completamente diferente. Os punhos de cada um encontravam seu fim nas palmas das mãos de um jovem com sobretudo, e na roupa trancas para muitas armas, que agora estavam presentes.
- Na verdade um Leão é mais difícil de segurar do que você pensa – com um sorriso pesado, Vini segurava agora os dois inimigos com uma certa facilidade. – vamos brincar um pouco?
Os dois deram passos para trás e sacaram suas espadas.
- Parece que este é um pouco mais forte, parceira. – disse Lucas
- É, vai ser um pouquinha mais gostoso ver o seu sangue escorrendo pela cachoeira – completou Ana;
- Se é isso que vocês pensam – Vini levou os braços e tirou o cabelo da face. – Apenas venham. – levantou os dedos com um movimento induzindo a provocar os dois.
Ao mesmo tempo, mais um vulto com as mesmas características, e o mesmo sobretudo marrom apareceu atrás dos outros dois. j.B, ao chão, ficou paralisado com a presença. Vini também se abalou pela força que sentia no ar. O trio, Vini, j.B e Tooga, encarando o vulto, apenas enxergavam o mesmo sorriso cínico, debaixo do capuz.
- Vamos, o mestre os espera, nós não precisamos mais deles. – era a voz de uma mulher.
Os dois, que estavam com suas armas sacadas, às baiaram e deram mais um passo para trás, desapareceram como fumaça, só que as palavras de Lucas ainda foram escutadas.
- Eu estava gostando, nós brincaremos depois, não faltará tempo.
- Pode deixar – completou Vini.
O terceiro vulto, também desapareceu, um pouco mais lento.
- Nós ainda nos veremos, podem ter certeza. – disse a mulher que desaparecia, aos três garotos que estavam estáticos, evitando qualquer tipo de continuação.
Vini virou para os dois:
- Vocês estão bem?
- Sim, conseguimos o que queria, aqui está – j.B levantou-se rapidamente e entregou o frasco para Vini. – vamos Tooga, já fizemos o que tínhamos que fazer.
Vini pegou o frasco e deu um pequeno sorriso, sem se virar, murmurrou à j.B que caminhava lentamente junto de Tooga.:
- Você vai se deixar abalar pela alma dela?
j.B não respondeu, após dar uma parada apenas apressou mais os passos, sem nenhuma expressão facial...

[ continua ]

{ Comentários dos Autores }

Vini - Bom, pelo menos acho que foi o capítulo que agente mais trabalhou em cima, e o que ficou mais FODA METAL \m/


João - AÊÊ galera!!
Trabalhamos duro nesse capítulo para tentar agradar à todos. Espero que tenham gostado e se sintam a vontade para cobrar de nós, redatores e editores e criadores e tudo dessa coisa aki!!! VLWWWW