Depois eu posto ele aqui de novo, mas aí vai o sete, boa leitura.
Uma Pequena Cidade
O cenário não mudava muito, ainda havia a presença de um imenso deserto, com um horizonte infinito, onde se olhava para os lados e só via a poeira e as ondas de calor se destacando pela superfície. Porém, uma coisa se destacava, uma cidade completamente destruída, pouco havia sobrado, pequenas casas reconstruídas ou apenas completas por panos rasgados ou folhas de coqueiros, o pouco para se sobreviver.
- Bom, como podem ver... – começou Marshelo, depois de uma longa caminhada, virando-se para os dois viajantes, e dando as costas para a cidade, uma maneira de demonstrar cada detalhe que queria dizer. – essa é uma cidade bem abandonada. Não temos muitos recursos para sobreviver. Desde a destruição por aquele vírus, viemos buscando sobreviventes por toda uma extensão de no mínimo 5 km pelas redondezas. A única fonte de água que encontramos, fica bem longe, à oeste. E não conseguiríamos levar nossos 200 sobreviventes para lá de maneira alguma.
- Mas continue aquela sua história, o que te fez se afastar da organização. – indagou curiosamente Snider, com a intenção de descobrir algo para incriminar a tal.
- A única pessoa que eu podia servir lá era Vini e Kung, os únicos que eu devia respeito, à 5 anos atrás. Mas, eles começaram à recrutar homens para destruir, sem muitas vezes pensar nos sobreviventes. Nem ao mesmo criaram, com todos os recursos que têm, uma base de sustentação às mulheres e as crianças que sobreviveram ao ataque, que não passam de 5% do mundo. – respondeu convictamente Marshelo.
- Eu sempre te disse Arthur, a organização não é tudo aquilo que você admira. – se convenceu Snider.
- Ei, espera aí, você disse que sabe destes dados, do mundo inteiro? – Arthur disse ignorando Snider.
- Sim sim, aquela organização tem grandes equipamentos de pesquisa e recursos para realizar pesquisas em todo o mundo, sem exceções. Só que o egoísmo é muito grande, foi por isso mesmo que eu saí de lá, e vim para cá. – Marshelo virou-se agora para a cidade e deu um breve suspiro de orgulho, pelo líder que aparentava ser. – venham comigo, vou levar vocês para conhecerem a população da aldeia.
Eles caminhavam pelo local, apesar de ser destruído como todos os estabelecimentos pelo mundo, era um lugar estranho e sujo. Mas tinham pessoas muito alegres, e que se divertiam com pouco. Viam-se alguns ferreiros velhos, espalhados pelos cantos das vielas. Nada que chamasse a atenção, exceto ao meio da cidade, uma grande caixa negra, que parecia um salão.
- Bom, - começou Marshelo antes que perguntassem – esse lugar era uma base de treinamento e extremínio Alemão, à mais ou menos 85 anos atrás, na época da segunda guerra mundial, e de toda opressão Alemã sobre os Judeus. Aqui morreram muitos e muitos Judeus de bons corações – Marshelo continuou a frase com um tom heróico – Vivemos em volta desse templo por acreditar que todas essas almas protegem agente de um mal maior. Nos ajudam à levantar cada dia e ter um motivo para proteger toda essa população.
- E qual seria este motivo? – Indagou inocentemente Arthur.
- É realmente a vida. Muitos não conseguem dar valor ao que chamam de ‘vida’, mas eu prefiro chamar de oportunidade. Oportunidade para sermos felizes e fazermos aquilo que quisermos, dentro da normalidade. Muitos desprezam o valor da vida, cometendo erros, furtos, e muitas vezes assassinatos. Essa pessoa não sabe amar, essa pessoa, muitas vezes erra, mas a tarefa mais difícil, é pra quem está de fora, que é saber perdoar. E perdoando uma pessoa, você fica feliz, você descarrega o peso da maldade e ódio do seu coração. E é ficando feliz, que uma pessoa vive bem, é ficando feliz que uma pessoa faz os outros felizes. E se hoje eu sou feliz onde vivo, é porque faço todos os sobreviventes felizes, com o que eu tento fornecer para eles, para sobreviverem. Não digo completamente felizes, mas eles tem a oportunidade de VIVER! – depois do sermão, um silêncio tomou conta do lugar. O vento batia naquela capa rasgada que saia do topo das vestes de Marshelo, a sua grande espada ainda estava no mesmo lugar. Deu um pequeno sorriso esperando a resposta de algum dos dois viajantes.
- B... Bem, fico meio sem graça de continuar o assunto, mas como é que você defende esse povo todo? – perguntou Arthur.
- Bom, eu não defendo sozinho, somos em quatro! – sorriu Marshelo. Neste mesmo momento, de trás dele saíram os dois rapazes que os atacaram à algum tempo atrás. – O Pilar Sul, o grande martelo de Ursão. O Pilar Norte, a técnica das chamas de Stênio. O Pilar Oeste, fica com a sabedoria da minha espada anciã. E o pilar leste... Éhrm... não era pra ele aparecer agora? – indagou Marshelo olhando envergonhadamente para trás.
- É, parece que ele ta dormindo de novo. – respondeu Stênio, baixo.
- Bom, o pilar leste fica com...
- Ah, parece que eu cheguei meio atrasado – em meio à sala escura de onde vinha, surgiu um vulto, vestes amareladas, também uma capa rasgada, nas mãos carregava um arco, e nas costas um portaflechas (é, caiu o hífen entre vocais e consoantes) repleto de flechas douradas. Uma cara de sono completava a mão do rapaz que fora levada ao rosto dando um enorme bocejo. – E aí, como estão? – disse sorrindo, meio envergonhado.
- Bom, o Pilar leste fica com as flechas douradas de Morgado. – Antes que Marshelo pudesse voltar o rosto para os viajantes e dar um sorriso de conclusão. Ouviu-se um grande barulho vindo do salão negro no centro da cidade. Uma grande quantidade de fumaça saiu do teto, ouviam-se gritos e mulheres desesperadas correndo com suas crianças. Os quatro pilares correram para mais perto do salão, seguidos por Arthur e Snider.
Era, como visto de longe, um grande prédio negro, em volta um grande espaço onde aparentemente as pessoas ficavam e se divertiam, com poucos coqueiros espalhados aqui e ali. No topo daquele prédio, viam-se dois vultos. Um deles era uma mulher, com o cabelo preso em um rabo de cavalo. Uma jaqueta camuflada e uma blusa branca lhe vestiam a parte superior, e em baixo um pequeno shorts negro. As costas, uma espada de grande largura e altura, com um furo chegando à ponta. Ao lado dela, um garoto com um chapéu cata-ovo. Uma camiseta cinza coberta por porta-armas e duas Tonfas à cintura. Aos pés, no nível da panturrilha, carregava um par de pesos, talvez para dificultar a batalha. Os dois sorriam, não podiam ser muito vistos pois estavam contra o sol, não sendo muito iluminados.
- Nossa, quanta gente, porque não mandaram agente aqui antes Will? – perguntou a Menina, rodeando os olhos, com uma cara de tédio (ou autista).
- Eu realmente não sei Mari, eles sempre deixam agente por último mesmo... – respondeu o rapaz olhando com uma expressão cínica para baixo e visualizando os seis únicos homens que se posicionavam perto deles. – Mas vai ser divertido, do mesmo jeito.
[ continua ]
- Vini: Bom, mais pessoas aparecendo, mais laços e tramas, mais clima, tá começando a esquentar, esperem ansiosamente pelo Cap. 8! Porque ele vai literalmente ferver! :D
Próximo Capítulo -> 28/03/09
du mall apenas issu ^^
ResponderExcluirSerá que eu vou ser algum vilão?
ResponderExcluirkoauouaukoaukoauokauoaoukaoku.
+ um pouquinho e eu armo a barraca.
coninuem.
heuheuheuhe... o will de cata ovo fico muito rox xD
ResponderExcluirfodastico esse capitulo