quinta-feira, 14 de maio de 2009

Capítulo 13 - Três Garras, Nove Dragões.

Fenrir movia-se com passos rápidos, as três garras desenhavam no ar como se este pintasse uma obra clássica, o que mais espantava Nick era a calma e o sorriso cínico do adversário. Nick até aquele momento da luta apenas esquivava dos golpes, mas mesmo assim, alguns ainda deixavam rastros em sua roupa. O chão to local era de uma geleira muito seca, fazendo com que cada passo, ou salto que os dois davam, uma certa quantidade de pó de gelo subisse, dificultando a visão de cada um.
- Mas me diga, vamos ficar nisso até quando? – disse Fenrir.
- Bom, estou só me divertindo – sorriu Nick – mas se você quiser, posso acabar com isso agora.
- Bem, acho melhor eu encerrar a batalha, porque perder para um pirralho como você, seria uma vergonha para a grande família dos Uivadores. – Fenrir colocou-se em uma posição reta, distanciava-se uns dez ou onze metros apenas de Nick, tirou a capa das costas e agora tinha ao corpo só sua armadura leve. – acho que não vou precisar mais que isto aqui: - as veias do seu braço começaram à ressaltar, o olho avermelhando junto com as garras de sua luva, que agora pareciam banhadas à sangue. A pele agora continha mais pelos, e os seus caninos estavam maiores e mais volumosos.
- Ah, eu acho que você ficava melhor do outro jeito mesmo – antes que Nick pudesse sorrir, a garra de Fenrir havia cortado o seu braço, por pouco não tinha lhe ferido logo o peito, apenas por ter desviado. Levou a mão no ferimento e fez uma expressão de dor. – bom, temos que começar a luta então não é? – as mesmas mãos sujas de sangue foram levadas por de baixo do manto preto, retirando um Nunchaku meio acinzentado. Antes que começasse à atacar, Fenrir já estava à sua frente, pressionando-o rapidamente com as garras, dando passos cada vez mais violentos para trás.
A luta parecia estar favorecendo cada vez mais Fenrir, os panos pretos que cobriam o corpo de Nick agora estavam quase todos cortados pelas três lâminas, e rastros de sangue pelo chão era o que não faltava. Em uma brecha, Nick acertou o Nunchaku na cabeça de Fenrir, o que o fez cair rapidamente ao chão, o menino pulou por cima deste e começou à desferir socos feito um louco. Parecia que todo o sangue que Fenrir tinha lhe tirado até agora, saia pela boca do Uivador agora. Não demorou muito e os olhos dele começaram à ficar mais vermelhos ainda, as garras maiores, e os pelos dominavam mais ainda o corpo. Não precisou mais de um soco para Nick voar uns dez metros longe, e Fenrir estar completamente renovado, cuspindo sangue, depois de levantar.
Nick se levantou com muito esforço, com muitas dores no corpo. As feridas expostas a aquela temperatura, lhe causavam mais dor ainda. Já em pé, porém com as pernas bambas, começou à rir, e a dizer:
- Você percebeu que desde o começo da luta eu ainda não usei nem uma técnica? Usei todo este tempo para concluir seus pontos fracos, seus passos e seus ataques mais constantes. E é claro, pra concluir que você é um lobisomem. – Nick rodou o cinto para frente, destacando um pergaminho de médio porte e colocou-o ao chão, abrindo-o completamente. – bom, vou começar mostrando uma antiga técnica da família Wuo, por enquanto, nada demais. Fenrir em vez de reagir, sorria do outro lado da batalha, como se estivesse se divertindo; – No pergaminho constavam nove círculos vazios, cada um possuía um contorno diferente, Nick posicionou a mão sobre o primeiro círculo da esquerda pra direita e recitou: - Ensimmäinen lohikäärme, valkoinen ja silmät, omistajan raivo! Putkahtaa esiin kuningaskunnan yhdeksän lohikäärmeitä, ja tuo minulle kaikki vahvuus! (Traduzindo do Finlandês: Primeiro dragão, aquele dos olhos brancos, o dono da fúria! Ressurja do reino dos nove dragões, e traga para mim toda sua força!).
Aquele primeiro círculo que era vazio, agora se preenchia com o símbolo 怒り(Kanji de “Fúria”) formava agora uma grande aura branca, nove ou dez vezes maior que Nick. Começava então à dar formato às asas, ao grande pescoço, aos olhos brancos com a pupila negra e o corpo cheio de placas que refletiam a aurora do gelo.
- Conheça meu animalzinho, esse é o Fúria, o primeiro grande dragão da família Wuo.
- Ah vamos lá, é só mais um dragãozinho, enfrentei muitos desses por toda minha jornada, novato – retrucou Fenrir.
- Derrote este, e enfrente mais oito: com poderes e experiências muito maiores que este mesmo. Acho melhor desistir aqui, ô peludo. – riu Nick.
- Jamais. – Fenrir mostrava ódio na expressão, como se sua ambição de vida agora fosse destruir aquele dragão e o seu dono. – Sinta o ódio das lâminas sangrentas!
- Fúria Branca! Attack ja tuhota tämä mies! (Tradução: Ataque e destrua este homem!) – a voz de Nick ecoou por toda aquelas paredes de um seco gelo, que agora era abrigo de uma grande luta, de grandes homens, com grandes poderes.

[ continua ]

Calma galera, Capítulo 14 - dia 16/05, agora sem atrasos :)
COMENTEM POR FAVOR!
(só demorei pra postar assim porque não vejo a galera comentando :'/)

domingo, 3 de maio de 2009

Capítulo 12 - Dor de Cabeça

Desculpando o atraso, trago um capítulo fodesco :)

Vini estava sentado em sua mesa, olhando para todos os projetos espalhados por lá. Várias imagens sobre uma esfera negra, ou uma fórmula química. Ele colocava a mão na cabeça como se estivesse cansado, porém aquilo não era canseira, ele já havia sentido isto. Começou à ficar fraco e caiu da cadeira, como se sua cabeça fosse estourar ali mesmo. Um vulto apareceu à sua frente, e começou à falar calmamente, enquanto ele se levantava com muito esforço.
- Não tivemos tempo aquela hora perto da cachoeira, mas agora acho que temos todo tempo possível. – disse a mulher, enquanto tirava o capuz, revelando uma menina de cabelo castanho até o pescoço, com óculos, e o mesmo sorriso cínico.
- Quem é você? – indagou Vini.
A mulher sacou três facas grandes do bolso e jogou em Vini, que ficou suspendido à parede, preso em três pontos, no centro do peito e nos dois braços, ele fazia caras de uma dor insuportável.
- Isso não vem ao caso agora, nem meu nome nem de onde eu vim. Porém, não posso deixar passar uma coisa que todos percebem, você é realmente parecido com seu pai! – disse ela, ele iria abrir a boca para perguntar, e ela colocou o dedo por cima, votando silêncio – não se esforce agora. Seu papai mandou um recado, disse que se continuar atrapalhando os planos dele, a única alternativa vai ser destruir você e seus seguidores. Mas, para adiantar o serviço eu já fiz isto, você vai sangrar até ficar frio e não conseguir mais respirar. – Vini tentava falar, mas sua boca não abria, e seus movimentos eram limitados pela dor. – Relaxe agora, relaxe e durma.
A Mulher passou a mão nos olhos dele, que caiu no sono estântaneamente.
- Agora eu vou, contar para o meu mestre a sua maior satisfação – abriu um grande sorriso e desapareceu.

[ 3 Horas Antes ]


A luta era bem travada, Mariel não perdoava nos socos fortes e destruidores, enquanto Chan já estava cansando de tanto desviar, não sabia por quanto mais tempo iria agüentar, já que agora ali, naquele universo paralelo que Kung tinha criado, eram só as duas. Realmente só as duas, olhava-se para o lado e via-se apenas um horizonte avermelhado, e algumas pedras para elas se manterem em pé, olhavam para baixo, um grande poço de lava as cercava.
Dentro de toda aquela distração, reconhecendo o local, Mariel deu um soco certeiro em Chan, ela foi parar ao chão, segurando o braço como se uma força de vinte búfalos à tivessem acertado.
- Isso aqui ta apenas começando, menininha. – disse Mari, enquanto olhava a garota ao chão.
- Do que você me chamou? Menininha? – Chan levantou com a mão no braço ainda, porém com um rosto enfurecido. – Vamos ver quem é a Menininha aqui. – Sacou duas pistolas da cinta e as colocou ao chão. Se ajoelhou e colocou as mãos sobre elas, como se fosse dar início à algum ritual, fechou os olhos. - Für alle diejenigen, die sich für all jene, die starben. Nur, um eine Leistung, die Führung in ihrer Nachkommen. Rufen Sie den Geist dieser mutige Krieger, und Dämonen, die gefangen malignus werden. Gib mir Kraft! Jetzt! – Em volta da menina, começou à se formar um círculo branco, cada vez maior. A luz refletida fazia com que Mariel tivesse que tampar os olhos. De repente, toda essa luz sumiu. E para o susto da menina, Chan se posicionava segurando em uma mão, uma metralhadora branca, com vários engates para apoio, e na outra, uma espada longa, também branca.
- O QUE É ISSO GAROTA?! E PARECE QUE VOCÊ ESTÁ TOTALMENTE CURADA! – gritou Mariel.
- Bom, minha família cresceu por meios de magia branca. Na primeira guerra de Villsburg (acalmem-se, capítulos 15 e 16 explicarão isto), todas as armas foram abençoadas pelo espírito dos antigos guerreiros, e como eu sou a única descendente, o poder de todos os espíritos vieram para mim, porém este é meu último poder, se eu não te derrotar agora, não tenho mais chances. – antes que pudesse suspirar, Mariel já estava correndo contra Chan para atacá-la.
Mas agora, fora o peso das armas que a menina carregava, seus movimentos estavam muito mais leves, e todo passo que dava, era marcado por um manto branco, muito parecido com rastro de espíritos à protegendo. Chan resolveu desferir um golpe de espada contra Mariel. O ataque foi certeiro, o braço de Mariel agora sangrava muito.
O sangue escorria, e Chan observava alguns pequenos pontos verdes nisto, Mariel agachou no chão e começou a respirar muito rápido. Toda aquela aura negra que cercava Mariel, caracterizando o Búfalo, desaparecia aos poucos.
- Me ajude, não consigo me control... - Mariel caída ao chão tentava se levantar, mas parecia que algo à puxava para baixo. – Me ajude!
- O que está acontecendo. – Chan fechou os olhos, colocou a mão diante o rosto e disse – KATSU! – tanto as armas brancas, como o universo paralelo sumira, e agora, voltavam para a laje destruída do prédio. Agora, só sobrava Kung ali, que estava sentado em posição de meditação, como se estivesse segurando o universo onde as duas lutavam.
Chan correu em direção à ele, com Mariel pendurada em seu pescoço. Kung despertou e parecia já estar por dentro do assunto, como se estivesse no local da batalha.
- Temos que levar ela pra companhia o mais rápido possível, minha teoria sobre o vírus era verdadeira! – disse Kung para Chan – apresse-se, já levamos todos os sobreviventes deste local para lá à mais de 2 horas, vamos, uma nave nos espera lá em baixo. – Os três desceram, em direção à nave, deixando a cidade completamente abandonada, dirigindo-se à companhia.

[ continua ]